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26.Set.18

Carlos Costa ... "Os desafios da literacia financeira..."

Em entrevista ao Jornal Económico (https://bit.ly/2Q5mk9Z), o governador do Banco de Portugal alertou para os desafios da literacia financeira face ao desenvolvimento digita.

Na peça da autoria de Leonor Mateus Ferreira, que aqui transcrevemos, Carlos Costa considerou a literacia financeira como um fator indispensável à estabilidade financeira. Carlos Costa, que apontou especialmente para a necessidade de ser vencer o desafio da formação digital, no discurso de abertura da Conferência sobre Supervisão Comportamental Bancária: “Novos desafios dez anos depois da crise financeira”, que se realiza esta terça-feira, 25 de setembro, em Lisboa.

“Sem clientes informados, não há um mercado eficiente. Sem supervisão, mesmo esses clientes podem cair em ilusões”, afirmou o governador, no evento que celebra os dez anos do mandato de supervisão comportamental do BdP. “A importância ainda é relativamente recente, mas é uma função fundamental para assegurar confiança dos clientes bancários e assegurar a estabilidade do sistema financeira”, referiu.

Carlos Costa defendeu que a crise financeira reforçou a perceção que a relação entre instituições financeiras e clientes bancários é assimétrica. Nesse sentido, sublinhou que “a intensidade e a propagação de expetativas distorcidas de valorização de ativos são tanto maiores quanto menor for a literacia e a experiência financeiras de uma dada população”.

Apesar de considerar que decisões financeiras robustas ou sustentáveis por parte de cada um dos indivíduos são determinantes para a estabilidade financeira, sublinhou que não são uma condição suficiente dado que os agentes económicos não têm em conta e, portanto, não contemplam, as externalidades das decisões ou ações, em particular o risco sistémico.

O governador deu exemplo do boom especulativo no mercado imobiliário para explicar que cada decisão individual parece racional, mas que são necessárias medidas que ataquem os efeitos sistémicos negativos do conjunto das decisões. “Esta constatação é particularmente relevante quando se desenvolvem situações de euforia no mercado, nomeadamente no mercado residencial e hipotecário”, afirmou.

A função do BdP é, por isso, de acompanhar decisões individuais, a atividade de cada um dos intervenientes, bem como do sistema financeiro enquanto um todo, segundo explicou. Ou seja, um acompanhamento do sistema como um todo, que mitigue as externalidades negativas das ações individuais, para além de uma supervisão de cada uma das instituições financeiras que garanta a robustez financeira, nomeadamente a capacidade para absorver os riscos resultantes da aplicação dos recursos que lhe foram confiados.

Carlos Costa referiu ainda que instrumentos financeiros mais complexos e novos canais trouxeram novas fontes de risco. “Clientes mais informados e com maior capacidade de entender [as inovações digitais] são mais atentos e exigentes”, defendeu, sublinhando que a promoção da literacia financeira no campo da informação digital é uma das prioridades atuais do supervisor.

“Os reguladores têm de assumir um papel ativo no ecossistema, acautelando os riscos que podem emergir. A regulação e supervisão não podem impedir a inovação, mas a inovação não pode por em causa a estabilidade financeira. O cliente deve-se sentir protegido, independentemente dos canais de comercialização. Impõe-se que os supervisores acompanhem de perto a inovação nos mercados financeiros”, acrescentou Carlos Costa.

2018-09-26 - BdP - Literacia Financeira.jpg

 

 

 

 

 

 

24.Set.18

COMISSÕES BANCÁRIAS - Comparações

Não é a primeira vez que tocamos neste ponto e voltaremos a fazê-lo sempre que considerarmos necessário, as Comissões Bancárias.

Ao longo dos últimos anos, a banca em geral desenvolveu estratégias para aumentar as suas receitas através do pagamento de comissões.

Em Portugal, as comissões bancárias são elevadas! Mais do dobro do que em Espanha e a meio da tabela dos países como Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Holanda.

O nosso concelho é que analise os seus extratos mensais com rigor e analise o motivo das despesas bancárias que lhe são cobradas com regularidade e pelos serviços prestados, comparar com outras instituições de crédito e optar por mudar de banco, reduzindo as suas despesas mensais consideravelmente.

Nós ajudamos a analisar. Fale connosco.

 

2018-09-24 - Comissões Bancárias - Comparação.

 

19.Set.18

VAMOS POUPAR

Pequenas despesas

Ao longo dos próximos dias daremos conhecimento na nossa página do Facebook, alguns conselhos de poupança.

Poupança é um tema que está sempre presente na nossa informação. É nas pequenas coisas que mais conseguimos poupar para conseguirmos obter outras mais importantes, que desejamos e que nos parecem muito difíceis de obter.

Faça o seu próprio teste:

Durante uma semana faça a sua vida normal, apenas anote todas as despesas, todas sem exceção, sejam pagas com dinheiro ou através de cartão. Despesas como cafés, refeições, pão, bolos, bebidas, jornais e revistas, tabaco, etc.

Na semana seguinte, repete os procedimentos, no entanto, antes de adquirir as mesmas coisas, pense se necessita mesmo de o fazer, se pode reduzir num ou outro café, se pode levar de casa algo para comer em lugar de comprar, se consegue reduzir o tabaco de alguma forma entre outras coisas.

Depois faça o balanço das duas semanas.

Verá que é nas pequenas coisas que poderá reduzir consideravelmente pequenas verbas que no final de um ano será um bolo considerável.

Dois exemplos:

  • Considerando que um café custa 0.65€, se reduzirmos um café por dia no prazo de um ano (0.65€ x 365 dias) pouparemos 237,25€
  • Se todos os dias compra pão para sua casa, e se normalmente sobra pelo menos um pão, ao preço unitário de 0,10€, poupará 36,50€

Em duas coisas simples….pode poupar cerca de 270€.

Pare ! Pense ! Faça contas ! POUPE !

Fale connosco

Vamos Poupar

 

17.Set.18

CRÉDITO HABITAÇÃO - Bancos continuam a facilitar

As notícias continuam a ser preocupantes e tendem a não abrandar. Os erros do passado sucedem-se, nomeadamente no crédito habitação.

Contrariamente as orientações do Banco de Portugal, a banca portuguesa tende a facilitar o acesso ao crédito habitação a todo o custo e com facilidades já testadas no passado que tiveram maus resultados não só para as famílias como para os próprios bancos.

As soluções são várias. Períodos de carência, redução no valor das prestações iniciais, inclusão da família, redução de spreads, entre outros.

A preocupação torna-se ainda maior quando não se nota por parte do BdP sinais de preocupação.

Note-se que apesar das taxas estarem muito baixas há sinais inequívocos de subida que provocarão encargos muito superiores aos atuais.

BdP diz expressamente que “é recomendado que os contratos de crédito tenham pagamentos regulares de capital e juros”. Com isso pretende-se evitar as soluções de carência de capital e ou juros, ou taxas progressivas, que “artificialmente” criam prestações mais baixas no início dos empréstimos, mas que depois sobem durante a sua vigência e ou no final. Foi nesta engenharia que assentou o crédito hipotecário nos EUA, sendo um dos fatores que levaram à crise internacional, que foi aplicada em Portugal e que os bancos estão agora a recuperar em força.

Será que ninguém aprendeu com os erros do passado?

Crédito habitação! Todo o cuidado é pouco.

Tem dúvidas? Fale connosco, nós ajudamos

 

2018-09-17 - Credito Habitação - Riscos e Perigo

 

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