Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Associação IPSUM Home

Somos uma associação sem fins lucrativos reconhecida pelo Banco de Portugal, Direção-Geral do Consumidor e pertencemos à Rede de Apoio ao Consumidor Endividado.

Associação IPSUM Home

13.Nov.18

SOLIDARIEDADE - Ala de Pediatria Oncológica do Hospital S.João no PORTO

A Associação Ipsum Home, apesar de ser uma organização vocacionamente financeira,  vem por este meio associar-se ao movimento de SOLIDARIEDADE a construção da Ala Pediatrica Oncológica do Hospital S. João no Porto e desta forma alertar todos as pessoas e organizações para os factos, para os sucessivos adiamentos e injustificadas faltas de verba para um bem comum a sociedade e de crianças em particular.

ALA PEDRIATICA.jpg

Texto de @afonso moreira pires in facebook
Nesta imagem não temos as casas de banho de um festival ou o posto de controlo de uma obra.

É a Ala de Internamento da Pediatria Oncológica do Hospital de S.João no Porto que estão a ver.

Vale tudo em Portugal, incluindo internar pacientes oncológicos em pré-fabricados, transportá-los em elevadores com lixo e mandá-los fazer sessões de quimeoterapia nos corredores. Não faltam buracos nas paredes tapados com cartão, adesivo a prender portas e uma casa de banho para 50 pais.

Ministros dizem que é preciso esperar 3 anos, Costa anuncia orgulhoso um concurso para construção que já tinha sido anunciado o ano passado, deputados garantem que a obra vai arrancar em Janeiro e quando vamos a ver está tudo na mesma e ninguém se mexe durante anos.

Até onde vai a responsabiidade de uma coisa destas? A presença do estado em tudo é só para umas coisas, noutras foge-se e usa-se a ausência de fundos como desculpa?

11 Milhões por ano para haver cá o websummit mais 10 anos arranja-se bem, já uma decisão quanto a pessoas em risco de vida é complicada.

Não está em causa de quem é ou não a culpa, está em causa a responsabilidade de fazer andar para a frente um assunto que tem constantemente ficado para trás.

Assusta-me a sério ver que há tempo, energia, dinheiro e excepções para TUDO o que seja assunto (especialmente negócio) mas que se continue a chutar para o lado um tema tão sensível como a vida de crianças que já têm um ponto de partida suficientemente mau.

Está-se nisto há 9 anos, há crianças com doenças oncológicas internadas EM CONTENTORES, tratadas em CONTENTORES e em muitos casos a morrer neles.

E mesmo assim dorme-se descansadamente.

Afinal ganhámos os Óscares do turismo e temos uma receita de bacalhau para cada dia do ano, um orgulho este “nosso” Portugal. 
 — em Hospital De São João No Porto.

 

12.Nov.18

CRÉDITO - Tudo o que precisa de saber

www.ipsumhome.pt - Fale connosco! Nós ajudamos.

2018-11-12 - CRÉDITO.jpg

O recurso ao crédito permite comprar certos bens que de outra forma não seria possível. É o caso da casa, que a maioria das pessoas compra a crédito, dado o seu elevado valor.


Mas recorrer ao crédito é uma opção que deve ser ponderada caso a caso e ocorrer apenas em situações indispensáveis. Deve também ser avaliada a sua racionalidade económica.

Há bens que não devem ser adquiridos com recurso ao crédito. Contrair um crédito para fazer uma viagem, por exemplo, não é uma boa ideia do ponto de vista financeiro. Trata-se de um bem de consumo imediato, cujo valor não é recuperável. O crédito, por sua vez, poderá ter de ser pago durante vários anos e o seu custo pode alterar-se ao longo do tempo se for contraído a taxa de juro variável.

Uma decisão responsável deve também ter em conta se o bem ou serviço a que esse crédito se destina é imprescindível.

É fundamental avaliar o impacto dos encargos com o pagamento dos empréstimos no orçamento familiar. As prestações vão acrescer às despesas fixas todos os meses. Os encargos com as prestações de empréstimo aumentam a taxa de esforço da família.

Caso se decida recorrer ao crédito, é importante escolher o tipo de crédito mais adequado à finalidade a que ele se destina. Esta adequação é importante pois existem diferenças significativas nas condições e custo dos diferentes tipos de crédito.

As principais categorias de crédito são as seguintes:

Uma vez contratado um ou mais créditos, é importante fazer uma gestão prudente das dívidas para evitar situações de incumprimento ou de risco de incumprimento.

É também possível que as pessoas venham a ser responsáveis pelo pagamento de créditos contraídos por outros se tiverem prestado garantias a favor de terceiros, de familiares ou amigos.

Uma fiança é uma garantia pessoal que só deve ser prestada quando exista a total confiança de que o comprador vai cumprir escrupulosamente o contrato. Caso o devedor deixe de pagar as prestações à instituição de crédito, o fiador do contrato vai ter de pagar essas prestações e pode, em caso de não pagamento, ver o seu património penhorado.

08.Nov.18

Simulador do orçamento familiar

Orçamento familiar. Já alguma vez fez o seu? (Clique aqui)

2018-11-08 Simulador do Banco de Portugal.jpg

 

 

Este simulador é uma ferramenta de apoio à elaboração do orçamento familiar. Permite calcular a diferença entre rendimentos e despesas. Permite, também, avaliar o peso dos encargos financeiros no total dos rendimentos (taxa de esforço).

Para obter resultados corretos é importante que os valores inseridos em cada rúbrica sejam o mais exatos possível. Quanto mais rigorosos os dados introduzidos, mais realistas e úteis serão os resultados obtidos. Os rendimentos ou despesas cujo valor exato não é conhecido devem ser estimados e considerados pelo valor que se admite mais se aproxima do real. 

 

Os dados inseridos neste simulador são da exclusiva responsabilidade do utilizador. Os resultados obtidos não vinculam as entidades responsáveis pelo Portal.

 

Faça o seu! Precisa de ajuda? Fale connosco!

 

06.Nov.18

Aumenta o número de famílias endividadas

2018-11-06 Aumento de famílias endividadas.jpg

Fonte: Jornal Publico – Rosa Soares – 31 out Link: https://bit.ly/2SR9q1i

 

Maior endividamento leva peso médio dos encargos com créditos no orçamento familiar a aumentar para 72%. E registam-se já incumprimentos em empréstimos recentes, incluindo para habitação.

 

Há vários sinais de alarme a chegar ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), da Deco, o que leva a directora deste serviço, Natália Nunes, a temer que o número de famílias que vai deixar de conseguir pagar os encargos dos empréstimos possa disparar nos próximos anos, como aconteceu no período que se seguiu a 2008. A pretexto do Dia Mundial da Poupança, Natália Nunes não esconde preocupação com o impacto que pode ter no orçamento das famílias uma queda no emprego, uma possível subida de taxas de juros para quem tem empréstimos à habitação, ou um aumento das rendas para quem tem contratos de curta duração.

Um dos sinais de alarme mais evidentes está no aumento de pedidos de ajuda registados de Janeiro a Outubro, que totalizaram 26.180, mais 100 que em igual período de 2017. O aumento começou a ser visível desde Março, mês em que se registou um crescimento de 50 pedidos face ao periodo homólogo, adiantou ao PÚBLICO a directora do GAS, destacando que também têm aumentado os pedidos de atendimento presencial, o que mostra a maior gravidade das situações a reportar.

Do total de pedidos, apenas foi possível apoiar 2077 até 29 de Outubro (2422 em todo o ano de 2017). Isto porque os consumidores quando chegam o GAS ­- um dos vários gabinetes de apoio especializado que existem a nível nacional, e cuja lista pode ser consultada no Portal do Cliente Bancário – já estão numa situação irreversível, com penhora de bens ou em insolvência pessoal.

A par do aumento de casos há outro dado negativo, que é o facto de as pessoas revelarem um nível de encargos com empréstimos muito elevado e em crescendo desde 2016. Apesar de, em média, as famílias continuarem a apresentar cinco empréstimos – um da casa, dois ao consumo (aquisição de bens) e dois cartões de crédito) - a taxa de esforço média para pagar os encargos (juros e amortização faseada), está em 72%, quando no ano passado estava em 70,8% e, em 2016, nos 67%. A grande distância fica a taxa de esforço que a Deco considera como limite desejável, que é de 35%.

A confirmar a asfixia financeira das famílias, que face a outras despesas essenciais deixam de pagar parte ou a totalidade dos empréstimos, nos anos em que Portugal esteve sobre ajuda financeira, a taxa de esforço média das famílias que recorreram ao GAS fixou-se em 89% em 2012 e em 98% em 2013

O rendimento médio das mais de 26 mil pessoas que pediram ajuda situou-se no período em análise em 1130 euros, o que, considerando encargos com empréstimos de 820 euros, mais despesas familiares de 500 euros, dá um saldo mensal negativo de 190 euros.

Para a directora do GAS, outro sinal de preocupação é o facto de um número significativo de famílias estar a deixar de pagar empréstimos que pediram em 2016 e 2017, especialmente na componente do crédito pessoal, através dos cartões de crédito, mas também no crédito para a compra de casa. Este dado mostra que as famílias voltaram a dar sinais de excesso de confiança: “Lamentavelmente muitas famílias não aprenderam nada com a crise”, refere Natália Nunes. Salvaguardando estar “a ser simpática”, esta responsável também diz ver, do lado das entidades financeiras, “um aligeirar dos critérios de avaliação da capacidade financeira das famílias, tanto no crédito ao consumo, como no da habitação”.

Mais Banco de Portugal

Em face do que conhece no GAS, onde faz questão de estar ao atendimento, e de outra colaboração pessoal que presta numa junta de freguesia, Natália Nunes diz ter dúvidas que a medida macroprudencial para o crédito - criada pelo Banco de Portugal (BdP) e em vigor desde 1 de Julho - seja suficiente para travar o crédito de risco.

A medida, que recomenda aos bancos novos critérios na avaliação do risco do consumidor e coloca alguns limites aos contratos, “está muito centrada no crédito à habitação”, defende a responsável, sublinhando que o crédito ao consumo, que pode chegar aos 75 mil euros, e aquele que é dado através dos cartões de crédito, deveria ser melhor controlado. Neste domínio diz temer que o crédito para a compra de carro, que tem vindo a crescer de forma muito acentuada, possa registar incumprimentos se as famílias sofrerem uma queda de rendimentos por via de uma subida de taxas de juro, o que afecta directamente o crédito à habitação. Natália Nunes alerta, nomeadamente o BdP, para o facto de muitas famílias terem actualmente contratos de arrendamento por prazos curtos, que, a avaliar pelo já está a acontecer, não serão renovados pelo mesmo valor, nem as famílias encontrarão rendas equivalentes no mercado.

No conjunto das famílias que pediram ajuda nos primeiros 10 meses, 58% tem crédito à habitação e a prestação média do empréstimo da casa estava em 350 euros, um patamar baixo, explicado pelas baixas taxas de juro (em valores negativos no caso da Euribor), mas onde uma subida, face ao rendimento médio (1130 euros mensais), pode ter um impacto significativo. Cerca de um quarto vive em casa arrendada, com uma renda média de 345 euros, um montante que dificilmente as famílias conseguirão manter no caso de não renovação dos contratos. Em 11% dos casos não há contrato de arrendamento, nem empréstimo da casa, pelo que devem viver em casa de familiares. E 7% tem casa própria.

 

 

 

Pág. 1/2