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25.Jan.19

As dificuldades dos nossos jovens - Crónica Quinzenal

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Os jovens, nos dias de hoje, enfrentam dificuldades que vão muito além do conseguir “definir o futuro”. Aquilo que querem para si. Ao invés desta escolha, estes acabam por se sentir muitas das vezes perdidos numa sociedade que pouco os ajuda nesta definição, quando a falta de apoio para a educação é, cada vez mais, posta em causa. Parece não existir interesse em preparar os jovens para a vida adulta, como as questões económicas, e mesmo o próprio mercado de trabalho não contribuiu para esse fator.

 

Segundo os mais recentes dados do Eurostat, em 2017, 11% dos jovens que trabalhavam no nosso país estavam em risco de pobreza. Pode parecer, para alguns, um número insignificante. Porém, ao lembrar da proporção entre indivíduos jovens com indivíduos idosos, num país onde a natalidade não anda nos seus melhores dias, o número é preocupante.

 

Ora, se estamos numa educação que falha em pilares fundamentais para a formação da vida independente dos jovens, e se estamos num mercado laboral cujas condições de emprego são precárias, quer em salários, quer em contratos, como poderão os nossos jovens, eu inclusive, começar a constituir uma vida independente? Como é que é suposto dar-se uso às licenciaturas, mestrados ou doutoramentos, quando o mercado de trabalho espera que saíamos dos nossos estudos formados nos “dois anos de experiência” que pedem?

 

Há muita “coisa” a precisar de mudar nos pilares fundamentais da sociedade portuguesa. O que mantém a esperança é o trabalho feito por associações, como a IPSUM e o seu projeto Agir+. Não só estão disponíveis para algo fundamental: o ouvir o outro nos seus problemas e dificuldades, como com as suas formações e iniciativas na área da gestão orçamental, tornam possível perspetivarmos soluções. Obrigado à IPSUM pela procura e elevação destes valores humanitários.

- Diogo Simões