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05.Abr.19

Seg Automóvel

Como muitos dos nossos leitores terão conhecimento, o seguro automóvel é um dos principais produtos fornecidos pelas seguradoras no nosso país, muito pela circunstância de ser obrigatório na sua modalidade de cobertura de responsabilidade civil. Este tipo de seguro, muitas vezes conhecido como seguro contra terceiros, afiança indemnizações e compensações por danos materiais e físicos ocorridos em terceiros, incluindo passageiros, ainda que exclua o condutor do veículo. Existem ainda outras modalidades, com coberturas mais abrangentes, os ditos seguros de danos próprios. Nestes produtos, outras cláusulas, normalmente não contempladas nos seguros contra terceiros, encontram-se incluídas, tais como quebra de vidros, protecção jurídica, protecção contra actos de vandalismo, intempéries, etc. Normalmente são denominados de seguros contra todos os riscos, ainda que se trate de um nome enganador, uma vez que é praticamente impossível de adquirir um produto que abarque todo o tipo de acidentes que possam ocorrer. Por outro lado, é preciso ter atenção que quanto mais riscos ou tipo de danos o seguro abranger, maior será o prémio do mesmo, isto é, o preço.

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Assim, como em qualquer outro tipo de produto adquirido, é necessário ter noção das nossas necessidades e daquilo que estamos dispostos ou podemos pagar. Uma ideia importante é não aceitar a primeira proposta que nos é colocada e solicitar simulações a várias seguradoras. No mesmo sentido, um seguro não é estanque ou imóvel, isto é, está sempre sujeito a uma negociação e à alteração de algumas coberturas que são apresentadas. Se aquilo que pretendemos é um seguro de responsabilidade civil e tendo em conta que falamos de coberturas que são legalmente impostas por lei, não precisamos de desconfiar do produto mais económico, até porque, salvo raras excepções, os seguros desta natureza são idênticos.

Relativamente ao tipo de seguradoras, é normal assistirmos, sobretudo por parte de condutores mais veteranos, a alguma desconfiança das chamadas seguradoras low cost, que operam sobretudo por telefone ou por e-mail. A verdade é que estas seguradoras não são, necessariamente, piores ou melhores que as ditas tradicionais. É mais importante que nos centremos nos riscos que o seguro cobre, relembrando, que o seguro da responsabilidade civil é obrigatório, imposto por lei, e que as seguradoras não podem, tal como os condutores, escapar às suas obrigações.

Na altura de pagar o seguro, há seguradoras que permitem o fraccionamento do prémio. Podendo ser uma ajuda quando o rendimento mensal do agregado familiar é reduzido, tenha em atenção que, em regra, este pagamento em prestações implica outros encargos, fazendo subir a despesa final.

Por fim, não se esqueça de fazer o seu seguro automóvel. Dessa forma evita penalizações e sempre fica mais descansado quanto aos custos, tantas vezes elevados, que resultam dos acidentes. Pratique uma condução defensiva e faça uma boa viagem.