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10.Mai.19

A Incerteza - Crónica Quinzenal

A vida é agitada. Não só aquela que levamos, mas a da própria informação. Uma notícia que é valida hoje, amanhã tem uma grande probabilidade de se tornar discutível. O mercado que tanto conhecemos, tanto hoje pode se manter constante, como amanhã pode desviar-se positiva ou negativamente. Com isto, dou-me conta de como a incerteza é algo que pauta as nossas vidas. Como o escolher entre o certo e o errado, o desejado e o idesejado, molda a nossa conduta.

Por vezes, esta incerteza, corre-nos bem. Permite-nos descobrir novos caminhos e/ou alternativas. As soluções aparecem, e sem dar por isso crescemos e conseguimos subir um degrau na escalada da vida. Porém, outras das vezes, o engano, a falta de informação ou a instabilidade socio-financeira ou sociocultral é de tal ordem, que perder-nos é esperado. E isto é normal. Somos seres humanos, temos direito a errar, da mesma forma como temos o direito a pedir ajuda.

Sabemos como o papel do Estado era difícil de cobrir se este conseguisse dar resposta a todas as vertentes, e daqui deu-se o grande salto das associações prestadores de assistência ao cidadão. E perceber isto, dar conta do trabalho que é feito, enche-me o pensamento de tanta gratidão, que a descortinar por palavras seria um autêntico desafio. São tantas as pessoas que beneficiam de suporte, ajuda, assistência, a nível social, económico, de saúde e cultural, que o empowerment dado à sociedade é gigantesco.

A incerteza é uam garantia da vida diária, mas enquanto existirem associações que prestam serviços em prol do outro, da simples ajuda sem "nada em troca", penso que é seguro ter asas para perspetivar uma sociedade ligeiramente melhor daquela onde vivemos, onde as diversas políticas sociais custam em chegar a todos... Claro que depois ocorreo o inverso, quando estas associações não se vêem reconhecidas pelo seu trabalho. Quando não existe ajuda ao trabalho que desenvolvem só pelo simples facto de estas poderem elevar o que fazem. Isto é revoltante. Acaba por destruir a incerteza de algo bom, para passar a acreditar somente num caminho sombrio. Mas poderá haver esperança? Acredito que sim. A partir do momento que as pessoas é que têm valor, isso poderá dizer muito de um trabalho e daquilo que se quer alcançar com ele.

- Por Diogo Simões

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